O que visitar e fazer em Castelo de Paiva

Castelo de Paiva é um concelho de forte ligação com a Natureza onde pontificam rios e serras e onde antigas aldeias teimam em preservar segredos e saberes. Devido à sua localização e riqueza natural, desde o Paleolítico que diversos povos aqui se fixaram como demonstram os diversos monumentos Megalíticos ou Romanos que ainda se encontram erguidos. A paisagem camufla uma forte herança de lembranças estruturais de extração mineral e exibe com esplendor carreiras infindáveis de videiras. A gastronomia e o Vinho Verde marcam o calendário festivo e convidam a uma visita, especialmente no verão, quando as diversas praias fluviais e altos das serras vibram com atividade.

O que visitar e fazer em Castelo de Paiva:
(por ordem de proximidade ao Cimo da Vinha)

Serras e Capelas

Distância ao Cimo da Vinha: A 2 km | B 10 km | C 14 km

Todo o ano (a Primavera proporciona fotos mais coloridas)

Monte de São Domingos
Monte de S. Domingos © foto por Timeoff.pt

Das várias serras de vistas memoráveis, conseguirá chegar facilmente aos seguintes cumes: A) Monte de Sto. Adrião: mesmo ao lado do Cimo da Vinha este alto dá-lhe uma vista deslumbrante sobre o Vale do Paiva, estendendo-se mesmo até ao Porto. No alto encontra-se uma antiga capela, usada anualmente para uma procissão de origens remotas. B) Monte de S. Gens: dos três, o único que não tem capela mas pelas suas vistas sem-fim merece uma visita, incluindo ao famoso baloiço virado ao Douro. C) Monte de S. Domingos: do alto do monte de S. Domingos tem-se uma visão panorâmica de tirar o fôlego, incluindo as curvas do Douro. Da procissão secular – que levava a figura do santo até à Nossa Senhora das Amoras, em tempos de seca – constam já relatos de 1758, nas Memórias Paroquiais. Em São Domingos pode também contemplar os belos jardins e o anfiteatro na encosta.

Monumentos Históricos

Distância ao Cimo da Vinha: A 4 km | B 9 km | C 9 km | D 10 km | E 12 km | F 15 km | G 19 km

Todo o ano

Marmoiral de Sobrado
Marmoiral da Boavista © foto por Rota do Românico

Dos diversos locais de interesse Histórico edificados e descobertos em Castelo de Paiva destacamos os seguintes, que conseguirá facilmente visitar: A) Igreja Paroquial de Real: construída em 1737 detém pinturas belíssimas e um esplendor Barroco sem par. No adro poderá observar seis esculturas dos apóstolos, em pedra, assim como a marca medieval numa pedra com a medida côngrua do que teria de ser ofertado ao pároco pelos fregueses, pela matança do porco. B) Marmoiral da Boavista: Considerado como um dos mais singulares da época Medieval, em Portugal, porque exibe uma tipologia diferente da dos outros monumentos funerários, uma vez que é o único que não apresenta arco. Contém várias inscrições gravadas como cruzes e espadas. C) Portal da Serrada: De estilo Maneirista, este portal de vão do antigo Solar dos Bulhões de Santa Cruz das Serradas em Paiva, do século XVI, possui um escudo esquartelado. D) Pia dos Mouros: Duas sepulturas retangulares esculpidas num bloco granítico, datadas do período compreendido entre os séculos IX e XI. E) Miradouro de Catapeixe: Varandim de pedra na berma da estrada N224 de onde pode contemplar os rios Douro e Paiva, assim como a ilha do Castelo. F) Pelourinho da Raiva: Monumento do século XVI que marca a independência da honra da Raiva em relação ao concelho de Castelo de Paiva, situação em que se manteve até às primeiras décadas do século XIX. G) Monumento ao Mineiro: Junto ao desativado complexo mineiro de Germunde, esta estátua em bronze retrata os mineiros com toda a sua indumentária de trabalho.

Rio Paiva

Distância ao Cimo da Vinha: Várzea 8 km

Todo o ano (o Verão é convidativo a mergulhos nas águas suas temperadas)

Praia da Retorta
Praia da Retorta © foto por Montanhas Mágicas

Já distinguido como um dos rios mais límpidos da Europa, o rio Paiva serpenteia por entre escarpas e montes oscilando entre percursos bravos que desafiam os praticantes de Rafting e Canoagem e praias esquecidas de floresta, com areal e sombra, onde a imersão na Natureza é total e as águas são mornas. Visite a aldeia de Várzea e percorra dois trilhos etéreos: 1) a jusante irá atravessar a floresta e casas abandonadas chegando à selvagem praia da Retorta. 2) Se seguir a montante, começará a subir os penedos e descobrirá a antiga Ponte e moinho de Melo, a velha ligação dos moleiros e viajantes, entre Castelo de Paiva e Cinfães.

Feira do Vinho Verde

Distância ao Cimo da Vinha: 9 km

Data: primeiro fim-de-semana de Julho

largo de castelo de paiva
© foto por 7maravilhas.pt

A Feira do Vinho Verde, do Lavrador, Gastronomia e Artesanato é a festa anual que talvez mais visitantes atrai à vila de Castelo de Paiva. No primeiro fim-de-semana de Julho, o centro histórico transforma-se numa torrente elétrica de gente que durante quatros dias, de copo na mão, prova os Vinhos Verdes dos melhores produtores locais ao som de arruadas e concertos. As melhores iguarias e artesanato também se estendem por barracas à volta do largo.

Clique aqui para ler o nosso artigo detalhado sobre a Feira.

Loja Interativa de Turismo e Casa de Payva

Distância ao Cimo da Vinha: 9 km

Todo o ano

Casa de Payva
© foto por Câmara Municipal de Castelo de Paiva

No centro histórico de Castelo de Paiva, no antigo edifício da cadeia (datado do início do Séc. XVIII), existe agora a Loja Interativa de Turismo e Casa de Payva onde pode consultar e ver inúmeras obras e objetos da história do concelho, assim como provar os melhores produtos regionais. No piso de cima existe ainda o CICL (Centro de Interpretação da Cultura Local), um espaço eclético com uma programação cultural variada. Aproveite e atravesse o largo para visitar a renovada Quinta do Pinheiro, um parque verde mesmo no coração da vila onde também assenta a prestigiada Academia de Música de Castelo de Paiva, instalada num elegante e encantador edifício antigo.

Trilhos Verdes

Distância ao Cimo da Vinha: A 9 km | B 14 km

Todo o ano (tempo mais ameno na Primavera e Outono)

Trilhos Verdes Castelo de Paiva
© foto por Trilhos Verdes Facebook

É um projeto para conhecer de forma profunda, em bicicleta, o interior de Castelo de Paiva e as suas belezas Naturais percorrendo trilhos inusitados que levam a aldeias e lugares genuínos. “Trilhos Verdes BTT permitem conhecer esta região de maneira diferente: passear pelas aldeias de ruas estreitas, onde se erguem bonitas igrejas profusamente ornamentadas, casas com esmerados brasões e bonitas varandas, quase sempre floridas”. Existem dois trilhos: A) Trilho das Vinhas: com 12 km, privilegia os vinhedos e as zonas florestais, contemplando o vale do rio Sardoura, num inebriante contacto com a natureza, potenciando a proximidade com o mundo rural. B) Trilho Mineiro: com 31 km, este percurso rasga todo o Couto Mineiro do Pejão pelos antigos caminhos que os mineiros faziam a pé para ir trabalhar, passando também por alguns dos itinerários das antigas locomotivas ferroviárias, que traziam o carvão das minas para junto do Rio Douro.

Feira do Século XIX

Distância ao Cimo da Vinha: 10 km

Data: Outubro

Feira do Século XIX Castelo de Paiva
© foto por Câmara Municipal de Castelo de Paiva

Organizada pela ADEP (Associação de estudo e Defesa do Património Histórico-Cultural de Castelo de Paiva), esta feira anual (geralmente no segundo domingo de Outubro) ocorre no final da época das colheitas no belíssimo Parque das Tílias. Esta feira à “moda antiga” tem como intuito recriar uma época através dos ofícios que faziam parte da vivência rural de há dois séculos atrás. Folclore, gastronomia, ofícios e jogos tradicionais são a base das atividades, podendo-se já provar o vinho doce das recentes vindimas e adquirir os produtos das culturas de Primavera/ Verão.

Ilha dos Amores e Praia do Castelo

Distância ao Cimo da Vinha: 12 km

Todo o ano (o Verão é mais convidativo a mergulhos)

Ilha dos Amores - Castelo de Paiva
© foto por Litoral Magazine

Situada na foz do rio Paiva e envolta em lendas de túneis e fidalgas, a ilha dos Amores é um dos ex libris naturais da região. Uma pequena ilha deserta no meio do Douro onde o isolamento fez com que a vegetação autóctone permanecesse quase intacta com imponentes e antigos pinheiros, carvalhos, oliveiras, freixos, amieiros, juncos e tamargueiras. Visite-a de caiaque e barco ou contemple-a a partir da praia e cais do Castelo onde pode também relaxar no areal ou na esplanada.

Aldeias de Xisto de Gondarém e Midões

Distância ao Cimo da Vinha: A 13 km | B 14 km

Todo o ano

aldeia de xisto de Midões - Castelo de Paiva
Midões © foto por Montanhas Mágicas

Duas das mais belas e antigas aldeias na margem do Douro, em Castelo de Paiva. A) Gondarém tem uma disposição mais rústica e embrenhada na Natureza, onde desfilam antigas casas de xisto e campos que acompanham a floresta, pela margem. Mesmo ao lado, B) Midões possui uma vista deslumbrante com imensa “vinha de enforcado” e um cais idílico no Douro com várias casas e propriedades antigas, que sobem pelo lugar acima.

Cais de Boure e Rio Sardoura

Distância ao Cimo da Vinha: 14 km

Todo o ano

Parque do Gramão- Castelo de Paiva
Parque do Gramão © foto por Rota do Românico

Junto à ponte de Entre-os-Rios, em Sardoura, este cais recentemente revitalizado tem uma vista quase infinita sobre os rios Douro e Tâmega. Mesmo ao lado pode também visitar o Anjo de bronze, banhado a ouro, de 12 metros que foi erguido em homenagem às vítimas da queda da ponte Hintze Ribeiro. Também ao lado, conheça a foz do rio Sardoura, onde a Junta local com o apoio de voluntários criou um acesso à pequena praia do Parque do Gramão. Por fim, aproveite e atravesse para a outra margem do Douro e visite a zona histórica de Entre-os-Rios, já em Penafiel, e delicie-se com os afamados restaurantes locais.

Praia do Choupal e Rio Arda

Distância ao Cimo da Vinha: 17 km

Todo o ano (o Verão é mais convidativo a mergulhos)

Praia do Choupal - Castelo de Paiva
© foto por Câmara Municipal de Castelo de Paiva

Na foz do Arda, na sombra de imponentes choupos, o vasto areal convida a banhos de sol e mergulhos no Douro. Uma zona de lazer fresca e convidativa, em sintonia com a Natureza, é também conhecida por ter restaurantes tradicionais que servem petiscos o dia todo com vista para o rio Arda e para a antiga ponte de comboio de 1893 das Minas do Pejão. Recentemente, com a construção do percurso Viver o Douro, o espaço foi dotado com um novo bar/ esplanada mesmo em cima do rio. Para uma foto deslumbrante do Douro, explore as imediações e faça um plano do alto do monte de S. Domingos ou da igreja da Raiva.

Enterro do Entrudo em Pedorido

Distância ao Cimo da Vinha: 17 km

Data: Fevereiro

Enterro do Entrudo - Pedorido, Castelo de Paiva
© foto por Inatel

De longínqua raiz popular e imune às importações festivas de Carnaval, em Pedorido continua-se a fazer o desfile do Entrudo com o “morto” – com os participantes grotescamente mascarados com adereços improvisados, especialmente do quotidiano rural – sendo feita a queima do caixão, que em chamas desce a secular ponte das locomotivas das minas e desaparece pela corrente das águas do rio Arda, enquanto os mascarados uivam e choram. No fim dá-se a leitura do testamento onde satiricamente se criticam os acontecimentos locais, desse ano, seguindo a folia. Uma experiência genuinamente arcaica e mágica.

Gastronomia e Vinhos Verdes

Distância ao Cimo da Vinha: vários locais

Todo o ano

Gastronomia - Castelo de Paiva
© foto por Câmara Municipal de Castelo de Paiva

Como zona de excelência da Região Demarcada dos Vinhos Verdes, não precisa de esperar pela popular Feira do Vinho para provar os famosos Vinhos Verdes locais, uma vez que os principais produtos estão representados nos restaurantes e comércio de Castelo de Paiva (também no Cimo da Vinha poderá provar alguns). A gastronomia é variada e rica mas destacamos o cabrito e anho assados, com arroz de forno, o cozido à lavrador com o bom azeite da terra, o fumeiro e os pratos famosos pela época como o bife de cebolada típico da Romaria da Santa Eufémia (com início a 14 de Setembro) ou a lampreia e o sável, agora com festival anual no segundo fim-de-semana de Março no cais de Boure, na margem do Douro. Também outros peixes de rio como a boga, a truta, a tainha ou a enguia estão a ser reintroduzidos no menu regional, nomeadamente através do festival gastronómico Arda D’Ouro, no primeiro fim-de-semana de Setembro. Para finalizar, o pão-de-ló é obrigatório, assim como as rabanadas com o mel regional e a sopa-seca.

Rota dos Ofícios Tradicionais

Distância ao Cimo da Vinha: vários locais

Todo o ano (sob marcação)

Rota dos Ofícios Tradicionais - Castelo de Paiva
© Imagem de Divulgação

Um projeto desenvolvido pela Câmara Municipal e pela ADRIMAG, de recolha do trabalho elaborado pelos artesãos ainda no ativo, no concelho, que perpetuam os ofícios tradicionais. Através de uma App (Android | IOS) – e sob marcação – é possível acompanhar o trabalho e visitar as oficinas de mestres do cobre, cestaria, tecelagem, moagem assim como artesãos diversos (redes de pesca artesanais, sapateiro, ferreiro e barbeiros, entre outros).

 foto de capa © Agroportal.pt